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Artigo: A visão de um torcedor; "Operário, paixão que não se explica, se vive!"

Por: 
Alex Fernandes - Torcedor Operariano
12/05/2017

 

O Ano de 2017, sem dúvida alguma, ficará marcado na memória dos apaixonados por futebol no estado de Mato Grosso do Sul, vimos o que há muito não se via, vimos o retorno dos torcedores aos estádios, vimos novamente congestionamentos no entorno do gigante morenão, vimos a economia movimentada, ambulantes e guardadores de carro fazendo a festa, imprensa motivada, rivalidade entre capital e interior acirrada, enfim, tivemos a oportunidade de presenciar o ressurgimento do nosso futebol, da paixão que movimenta milhares de aficionados Brasil a fora e que em nosso estado estava adormecido.

 

E, sem dúvida, grande parte desse sucesso, deve-se ao renascimento do maior campeão do estado, o “Galo da avenida Bandeirantes”, time que já brilhou entre os grandes do cenário nacional, que já comemorou títulos nacionais e internacionais, time, como diz o próprio hino, “destinado a ser campeão”.

 

 

Recordo-me com carinho de quando era criança, eu vibrava com o maior clássico do estado, o famoso COMERÁRIO, ou contra o antigo time do Taveirópolis, lembro, como se fosse hoje, do gol de placa do ex-jogador Valdir contra o maior rival, gol que foi escolhido o “gol do fantástico” naquele domingo, lembro-me de grandes craques que vestiram o manto sagrado do “Galo”, como Arthurzinho, Amarildo, Cido, Bugre, Anchieta, Gonçalves, Valdir e como não citar o lateral Marcos Adriano, que por aqui ficou famoso como Marcos Ceará, jogador que saiu do Galo pra vestir camisas de grandes clubes brasileiros, como São Paulo, Santos e Flamengo.

 

 

Tive a oportunidade de assistir jogos de grandes clubes brasileiros como Coritiba, São Paulo, Palmeiras, Grêmio, entre outros, assisti finais de campeonato Paulista, Paranaense e Copa do Brasil, e posso afirmar, sem medo de errar, que a torcida do Galo não perde em nada pra nenhuma torcida de qualquer clube brasileiro, afinal a paixão que nos move é a mesma, é a emoção de um gol, a emoção da vitória em um clássico, a possibilidade do título e de novamente voltar a disputar grandes campeonatos a nível nacional e, por que não, internacional.

 

 

São esses fatores que motivaram a torcida Operariana este ano, foi essa paixão que essa diretoria e todos os demais que apoiaram esse projeto fizeram ressurgir e é preciso dar continuidade nesse trabalho, nós, torcedores apaixonados, apoiamos e confiamos em um trabalho sério, a hora é de acreditar, buscar parcerias e não deixar a peteca cair.

 

 

E neste ano, pude reviver novamente a emoção de ir ao Morenão, ver meu Galo movimentar a cidade, ser o principal assunto nas rodinhas de tereré, na pelada entre amigos e nos grupos de whatSapp, vi um Galo guerreiro, bem montado, que começou o campeonato de forma arrasadora, não tomando conhecimento de nenhum adversário, atropelando times da capital e do interior, vi uma diretoria empenhada e determinada a fazer o Operário voltar para elite do futebol nacional, lugar de onde nunca deveria ter saído. Vi, novamente, o nome dos principais jogadores, como o goleiro França, os meias Eduardo Arroz e Igor Vilela e os atacantes Wilson e Rodrigo Gral, na ponta da língua dos torcedores.

 

 

Foi lindo de ver, as manchetes dos jornais, os sites de noticias, os programas de esporte enaltecendo a campanha brilhante do Galo, parecia que nada poderia impedir o óbvio, parecia que o título era questão de tempo, a cada jogo a torcida gritava em uma só voz, “vai pra cima deles Galoooo” e ainda “o campeão voltooouuu”, mas como diz o ditado, o futebol é uma caixinha de surpresas e não é uma ciência exata, e o improvável, infelizmente aconteceu nas semi-finais, vi de perto o lamento da torcida, vi os jogadores atônitos, parecendo não acreditar, lutando de todas as formas, até os últimos minutos pelo gol que nos daria o direito de disputar novamente, após muitos anos, um título estadual.

 

Vi de perto e gravei a cabeçada a queima roupa do experiente Rodrigo Gral, jogador com passagens por Flamengo, Grêmio e até Seleção Brasileira, que abraçou o projeto da diretoria Operariana e honrou, como poucos, a camisa alvinegra e por conta desse comprometimento, tornou-se, rapidamente, ídolo e marcou seu nome na história do maior time do MS. Vi também, a torcida comentando, que o time havia sido derrotado, talvez, pela ansiedade, entramos jogando pelo empate, com a classificação praticamente garantida, e acabamos sendo surpreendidos por um adversário bem armado e competitivo, que conquistaria o título posteriormente.

 

 

O futebol mundial é marcado por situações inexplicáveis, lances que ficam eternizados na memória da torcida, e assim foi a cabeçada do Gral, praticamente da marca do pênalti, já nos acréscimos, que o goleiro adversário pegou no susto, naquele momento, os torcedores entristecidos, pareciam se conformar, e tiveram certeza que naquele jogo os “deuses do futebol” entraram em ação e não quiseram que o Galo vencesse, todos se olhavam na arquibancada e assim como o ‘goleador” alvinegro, pareciam não acreditar, e após a partida, analisando a gravação que fiz do lance, observei que uma repórter de TV que estava a beira do gramado, chegou a comemorar, assim como muitos torcedores, mas não, a bola, lamentavelmente, não entrou e em seguida o árbitro apitou o final da partida, colocando fim no sonho de milhares de torcedores em ver novamente o Galo campeão.

 

 

Mas, o momento agora é de erguer a cabeça, é preciso dar continuidade ao trabalho realizado, o título não veio esse ano, mas certamente virá nos anos seguintes, esperamos que aqueles que estão a frente do Galo continuem animados e montem um time ainda mais forte e competitivo para as próximas competições, é preciso manter a chama acesa, o Mato Grosso do Sul agradece, os amantes do futebol agradecem, nós, operarianos agradecemos, valeu Galooooooo, eu fui testemunha ocular do renascimento do maior clube de futebol do Centro-Oeste brasileiro.

 

 

Autor: Alex Fernandes
Torcedor Operariano

 

 

 

 

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